Voto impresso: Quais são os prós e contras?

Desde 1996, as urnas eletrônicas passaram a ser o modelo de voto utilizado no Brasil. Porém, o método causa muitas discussões e divide as opiniões de muita gente.

Será que as urnas são seguras? O que garantiria que os resultados obtidos são os verdadeiros?

Diante disso, o voto impresso passou a ser defendido e, recentemente, tem sido um assunto bastante debatido.

Mas, você sabe como ele realmente funciona? Quais seriam seus prós e contras?

Continua com a gente pra entender melhor sobre isso!

Antes da urna eletrônica

Até 1996, os votos eram feitos através de cédulas, no Brasil. Ou seja, cada eleitor recebia a cédula do mesário, entrava na cabine de votação e colocava o papel preenchido em uma urna de lona.

Assim, a apuração dos votos chegava a demorar semanas. Além disso, como tudo era manual, erros e trapaças eram fáceis de acontecer.

Eleição para o Conselho da ABCF tem uma chapa inscrita - Portal ABCF

Depois da urna eletrônica

Logo após, com a chegada do voto eletrônico, a contagem e a apuração passaram a ser feitas de forma muito mais rápida e segura.

Portanto, a urna eletrônica surgiu como um método de impossibilitar, ao máximo, a intervenção humana nas eleições. Dessa forma, menores seriam as chances de corrupção ou equívocos.

O sistema não possui conexão com a internet ou com outro dispositivo de rede. Além de possuir uma série de barreiras de segurança. Tudo isso fez com que, até o momento, nenhuma fraude tenha sido comprovada.

Segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral, 35 países, fora o Brasil, utilizam das urnas eletrônicas.

Chefe jurídico da campanha de Bolsonaro diz que voto impresso pode  aperfeiçoar eleição - Folha PE

Todavia, muitos ainda defendem a ideia de que as urnas brasileiras podem apresentar resultados controversos.

Ou seja, não confiam totalmente no sistema eletrônico. Acreditando, desse modo, que é possível fraudar ou hackear tal programa eleitoral.

Voto Impresso

Nesse contexto, o assunto sobre o modelo de voto utilizado se tornou alvo de disputa política, nos últimos anos.

Como resultado, surge a ideia do voto impresso, uma maneira de comprovar ao eleitor que seu voto foi realmente computado da maneira correta.

Dessa forma, o presidente Bolsonaro defende a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria de uma apoiadora do governo, a deputada Bia Kicis (PSL-DF).

A PEC defende a geração de um comprovante de cada um dos votos. Mas, os eleitores não levariam esse papel para casa, a fim de não violar o sigilo do voto.

Assim, impressoras seriam acopladas às urnas eletrônicas, com um recipiente lacrado e transparente que armazene esses papéis.

Durante a votação, cada pessoa conseguiria olhar pela transparência, depois de confirmar seu voto, conferindo se a anotação foi correta.

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Argumentos favoráveis

Diante de um assunto que divide opiniões, é importante entender as vantagens e desvantagens do voto impresso. Além dos diferentes argumentos utilizados por cada um dos lados.

Inicialmente, falaremos das vantagens do modelo apresentado.

Por se tratar de um processo eletrônico, dúvidas sobre possíveis maneiras de hackear o sistema sempre surgem.

Dessa forma, o método apresentaria mais uma garantia contra supostas fraudes eleitorais. Pois os comprovantes estariam ali para tirar qualquer dúvida. Sem deixar de lado a tecnologia das urnas.

Outro argumento muito utilizado é o fato de muitos países desenvolvidos não utilizarem as urnas eletrônicas, como Alemanha, França e alguns estados dos EUA.

Argumentos Contrários

Por outro lado, as desvantagens do voto impresso estariam na sua falta de necessidade.

O Tribunal Superior Eleitoral defende que a urna eletrônica é completamente segura e que ela não precisa imprimir uma comprovação em papel do voto.

Assim, não haveria a necessidade de mais um gasto em um período de crise. Estimado em 2,5 bilhões de reais, segundo o ministro do STF, Gilmar Mendes.

Além disso, muitos afirmam que isso causaria um aumento no tempo para votar e, como consequência, um transtorno maior com filas de espera.

Por fim, as urnas necessitariam de maiores cuidados, um equipamento com defeito poderia causar muitos problemas. Como gastos ainda maiores e, até mesmo, possíveis violações no sigilo dos votos impressos.

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Diante de tantos argumentos, todo esse assunto ainda parece distante de um consenso.

Mas, e você?

Acredita que a urna eletrônica possa ser um problema e que os votos impressos são necessários?

Será que esse é o momento certo para um gasto tão grande?

Com as eleições federais na porta, é melhor você se acostumar com esse tipo de pergunta.

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