Tudo que aconteceu nas eleições municipais de 2020

Pleito municipal é marcado por alta abstenção, preferência por candidatos localizados ao centro e à direita do espectro político e de elevada taxa de reeleição.

Hoje, o BE te conta mais sobre os resultados das eleições municipais de 2020. Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo o texto.

O que dizem os resultados das eleições municipais de 2020?

Ocorreu no último domingo (29) o segundo turno das eleições municipais. Dessa forma, a seguir iremos analisar o resultado geral e os impactos deste pleito na política nacional.

Antes, vale ressaltar como as eleições municipais, geralmente, servem como termômetros político para o pleito seguinte. Em que os cargos de presidente e governadores estarão em disputa.

Sendo assim, a fim exemplificar, em 2016 tivemos um forte fenômeno eleitoral, com impactos também em 2018, marcado pela “antipolítica”. Com isso, naquele ano, São Paulo e Belo Horizonte elegeram candidatos não tradicionais do meio político, como Alexandre Kalil e João Doria.

eleições municipais

Voltando para 2020, havia muitas expectativas acerca dos resultados desta eleição. Entre elas, os impactos da pandemia, o fator Bolsonaro, a fragmentação da esquerda e o avanço do chamado “centrão”.

Centrão, o grande vencedor?

No Brasil, há muitos anos os partidos de centro são primordiais para gerar governabilidade junto ao poder legislativo federal. No entanto, há um estigma negativo sobre esses partidos, dada a forma como negociam os apoios no Congresso.

Por outro lado, embora houvesse toda essa negativa, ela não foi suficiente para evitar que estes partidos fossem os maiores vencedores desta eleição. Em especial, DEM, PSD, Podemos e PP foram as legendas que melhor performaram neste ano.

Desta forma, o DEM foi a sigla que mais ganhou capitais, saindo de 1 capital, para 4 capitais neste ano.

Do mesmo modo, PSDB e MDB mantiveram-se como os partidos fortes nos grandes centros urbanos. Apesar disso, ambos os partidos tiveram quedas nos números de cidades sob seus domínios, em relação a 2016.

Influência de Bolsonaro em queda?

Anteriormente, em 2018, quando candidato, Jair Bolsonaro provocou uma verdadeira onda de influência a seu favor. Diferentemente de dois anos atrás, Bolsonaro optou por se abster da maioria das disputas municipais.

Assim sendo, a tímida contribuição de Bolsonaro como cabo eleitoral aos candidatos conservadores, deve-se ao fato de estar sem partido desde que saiu do PSL, há mais de um ano.

Com isso, 2 dos 13 candidatos apoiados pelo presidente obtiveram sucesso, Gustavo Nunes (PSL) em Ipatinga (MG) e Mão Santa (DEM) em Parnaíba (PI).

Por outro lado, Marcelo Crivella (Republicanos) e Celso Russomano (Republicanos) simbolizaram o fracasso dos candidatos apoiados por Bolsonaro.

Surgimento de uma Nova Esquerda?

Nos últimos anos, o PT vem colecionando derrotas eleitorais. Da mesma forma, neste ano não foi diferente, visto o “antipetismo” presente no eleitorado. Com isso, na eleição deste ano, ineditamente, o PT não conseguiu se eleger em nenhuma capital.

Ainda mais, novos nomes vêm surgindo como lideranças dentro da esquerda. Desse modo, Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB) chegaram aos seus respectivos segundos turnos, mobilizando, principalmente, o eleitorado mais jovem.

eleições municipais

Contudo, mesmo mantendo uma certa hegemonia nas cidades do Nordeste, a esquerda sai desta eleição com reduções nos números de cidades. Resultando em críticas do eleitor progressista à falta de consenso dos partidos para a formação da “Frente Ampla”.

2022 é logo ali!

Há quem diga que a corrida eleitoral para governadores e presidente já começou. Os partidos de centro tentam uma candidatura em torno de João Doria (PSDB) ou, até mesmo, o apresentador Luciano Hulk.

Por sua vez, a esquerda precisará se reconciliar com o eleitor, e começar a construção de uma união entre si. Ainda mais, com o crescimento de Guilherme Boulos, como mais uma opção no campo, a tendência é a divisão entre eleitores de Ciro Gomes e do PT.

Por fim, para Jair Bolsonaro, tudo dependerá dos rumos da economia nos dois próximos anos. No entanto, a tendência de alto desemprego, atrelado ao fim do Auxílio Emergencial, com certeza, trará grandes desafios.

Gostou do texto? Leia mais sobre política brasileira clicando aqui!

Total
0
Shares
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Post Anterior

O que são as políticas fiscais e para o que servem?

Proximo Post

União entre UE e Mercosul está longe de acontecer

Talvez você goste