Robôs deveriam pagar impostos?

A quarta revolução industrial, a chamada “indústria 4.0”, já está a todo vapor. Ou melhor, com os dados a toda velocidade. Desta forma, o BE irá levantar pontos favoráveis ou não acerca de impostos sobre robôs.

A princípio, o debate sobre a tributação de robôs pode causar estranheza, ou parecer algo muito distante, alguns bons anos a frente. Mas, na verdade, é mais urgente do que imaginávamos.

Sobretudo quando tratado pelo CEO da Microsoft, Bill Gates. Este que é defensor da taxação de robôs, e nos influenciou a trazer o tema para vocês.

Então, por que (ou não) robôs devem ser taxados?

Pontos favoráveis aos impostos sobre robôs

Com certeza você já deve ter escutado a seguinte frase: “um robô irá roubar seu emprego”. Assim, durante muito tempo, ela foi o grande temor por parte da população mundial.

E, de fato, a automatização operacional é presente em variados setores da produção industrial. Como resultado, em alguns casos, o desemprego foi repentino.

Os maiores exemplos deste fenômeno ocorreram em Detroit e em Cleveland, grandes polos da indústria de automóveis norte-americana. Onde, com o avanço das tecnologias, houve demissões em massa, assim, elevando o índice de pobreza e criminalidade.

Neste caso, a tributação é feita para equiparar uma concorrência desleal. Visto que, com a automação, não haveria despesas com salários.

De acordo com o levantamento da consultoria McKinsey, a automação de postos de trabalho nos EUA pode gerar uma redução de até US$ 16 trilhões em salários.

robôs imposto

Por outro lado, apesar da economia nos gastos com funcionários, o desemprego resultaria em uma forte queda na arrecadação pelo Estado. Você pode ler mais sobre a relação renda-PIB nesse post.

Enquanto isso, haveria o aumento das despesas com programas assistenciais, como seguro desemprego.

Vale ressaltar que, de acordo com a proposta defendida por Bill Gates, a contribuição sobre a robótica seria temporária e destinada à qualificação e realocação dos trabalhadores prejudicados.

Argumentos contrários ao tributo

Por outro lado, diversos economistas contrários aos impostos sobre os robôs alertam para o freio no estímulo à inovação. Assim como, às possíveis fugas de capitais, quando empresas buscam investir em locais de menor regulamentação.

Ademais, as máquinas podem elevar, muito, a capacidade produtiva em vários setores. Assim, contribuindo para o aumento de bens e serviços para os consumidores finais.

Comparado às outras experiências de revoluções indústrias e tecnológicas, em todas o medo do desemprego em massa esteve presente. No entanto, em tese, o resultado foi geração de bem-estar à população, além da criação de empregos em novas áreas do mercado.

Como bem sabemos, o debate sobre o tema é complexo e abrangente, ainda que esteja no começo das argumentações. Porém, por certo, o assunto irá se tornar recorrente ao longo dos próximos anos.

Hoje, o único país a adotar formas de tributar as máquinas é a Coreia do Sul. No entanto, a discussão já esteja em tramitação no Parlamento Europeu.

  • Clique aqui para ver nossos posts sobre a União Europeia.

Em vista à velocidade com a qual os robôs ganham espaço na economia, em conjunto à chegada da tecnologia 5G, setores políticos começarão a se posicionar frente ao tema.

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