Resultados da economia mundial em 2020

Se o BE fosse realizar uma retrospectiva de 2020, esse texto seria eterno. Mas vale a pena relembrar os acontecimentos que geraram os atuais resultados da economia mundial em 2020.

Ontem, postamos um texto sobre a retrospectiva da economia brasileira em 2020. Para ler sobre, clique no botão abaixo.

Mas antes de falar dos resultados, precisamos falar do que era esperado.

Inicialmente, antes do início da pandemia, a previsão para a economia brasileira era muito diferente.

Dessa forma, as projeções da Dimac/Ipea para 2020 indicavam aceleração do crescimento do PIB, para 2,3%.

Pelo lado da oferta, todos os setores iam possuir aumento em sua taxa de crescimento, com destaque para a agropecuária, que ia crescer 3,8%.

Por outro lado, a inflação prevista para 2020 era de 3,8%.

Todavia, como sabemos, os resultados econômicos não foram bem os esperados. Com isso, a China foi o único país que apresentou crescimento econômico relevante.

Sendo assim, um reflexo disso foi o fato do PIB da China ter crescido 4,9% no 3º trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019.

De toda forma, isso ocorreu pois governo chinês implementou uma série de medidas para auxiliar a economia.

Sendo elas, o aumento dos gastos fiscais, redução de impostos e cortes nas taxas de empréstimos para estimular a economia e garantir os empregos.

Ainda mais, a China consolidou o RCEP: o maior acordo comercial do mundo. Tudo isso, em 2020.

Diante de todo esse cenário, as previsões da economia mundial de 2021 já começaram a sair.

Para saber mais sobre as previsões clique aqui.

China é a segunda economia mundial

Quais os resultados da economia para a américa latina?

Com todos os acontecimentos internacionais, principalmente pela pandemia do coronavírus, este ano registrará a maior contração na economia mundial desde 1946.

Ainda mais, vale lembrar que em 1946 a economia global foi muito prejudicada pela Segunda Guerra Mundial. Falamos mais sobre isso nesse post.

Economia mundial corre risco de lenta asfixia em meio a crises sociais |  Exame

Com isso, para a América Latina a situação se agravou ainda mais.

A região sofreu a maior queda no Produto Interno Bruto (PIB) em mais de um século, segundo informou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Embora a redução da atividade econômica global tenha afetado toda a região e todos os países registraram contração do PIB, nem todos foram afetados da mesma forma.

Para 6 países latino-americanos, os resultados da economia mundial geraram impactos ainda maiores. São eles:

Venezuela
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Primeiramente, segundo estimativas da Cepal, a Venezuela lidera com ampla vantagem a lista das economias latino-americanas que mais caíram no final do ano, com -30%.

Ainda mais, além do coronavírus, outros problemas levaram a economia venezuelana a registrar seu 7º ano consecutivo de contração econômica em 2020.

Com isso, podemos citar a alta inflação e, principalmente, a crise política.

Peru
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Deste modo, ao contrário da Venezuela, o Peru começou 2020 com um histórico de dar inveja: uma década ininterrupta de crescimento econômico.

Apesar disso, fechará este ano com uma contração em seu PIB de 12,9%, o que o torna “um dos mais atingidos (países) do mundo” por causa do coronavírus, segundo a Cepal.

Anteriormente, falamos sobre a atual crise política no peru. Clique aqui para ler mais sobre.

Panamá
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Entre 2010 e 2019, o Panamá registrou um crescimento econômico médio constante de 6,2% ao ano.

Porém, em 2020, a Cepal o classificou como o terceiro país da América Latina com a maior contração do PIB: 11%.

Desse modo, o Panamá, que é um dos maiores destinos turísticos do continente, sofreu as dores da pandemia. Sendo assim, o cancelamento de viagens afetou o país de forma profunda.

Argentina
economia

A Argentina é, como a Venezuela, uma das economias da região que vinha registrando uma contração econômica antes da pandemia.

Com isso, o país vai registrar em 2020 o 3º ano consecutivo de contração do PIB. Sendo assim, a Cepal estimou essa queda em 10,5%, muito superior aos 2,1% sofridos em 2019.

México
economia

A economia do México havia contraído 0,1% em 2019.

Neste ano, porém, sua queda será bem mais acentuada, 9%, a maior contração do PIB desde 1932, segundo a Cepal.

Em vista disso, entre os fatores que influenciaram essa contração, a entidade destaca uma queda nas receitas do petróleo de 42,9% entre janeiro e outubro.

Equador
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Por outro lado, no caso do Equador, a Cepal considerou que o coronavírus agravou uma tendência negativa anterior.

Sendo assim, a Cepal estimou que o PIB equatoriano cairá 9% este ano.

E acrescentou que o efeito da pandemia resultou em “uma queda drástica em todos os componentes da demanda agregada”.

Agora, vocês devem estar se perguntando: e o Brasil?

Economia

Apesar de não estar entre as economias na América Latina que mais vão cair em 2020, o Brasil deve apresentar contração de 5,3% em seu PIB neste ano, de acordo com a Cepal.

Quais os resultados para os Estados Unidos?

Durante seus primeiros três anos na Presidência, Trump alcançou um crescimento econômico médio anual de 2,5%

Sendo assim, nos últimos três anos do antecessor dele, Barack Obama, o país viu um nível semelhante de crescimento (2,3%), junto com uma taxa maior (5,5%) em meados de 2014.

No entanto, o surto de coronavírus no início deste ano desencadeou a contração mais acentuada desde o início dos registros.

No segundo trimestre de 2020 (abril, maio e junho), a economia dos EUA contraiu mais de 30%. Isso é mais de três vezes maior que a queda de 10% registrada em 1958.

Para mais, como em muitas partes do mundo, as medidas de confinamento devido ao coronavírus levaram a níveis crescentes de desemprego nos Estados Unidos.

A taxa saltou para 14,7% em abril, o maior nível desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Isso, é claro, reflete no resto do mundo. Dessa forma, os resultados da maior economia do mundo afetou outros países. Principalmente, aqueles que dependiam dos EUA para exportarem seus produtos.

Por outro lado, os países que dependem da China para vender suas mercadorias se deram bem. Com a reabertura do país e a volta do crescimento do PIB, o país movimentou as trocas comerciais globais.

Desse modo, os resultados da economia em 2020 são muito relevantes para 2021, pois, com o ano terminando nesse cenário comercial, é possível esperar mais embates entre EUA e China no comércio internacional em 2021.

  • Quer ler mais sobre algum dos países citados? Clique no título dos países neste texto!

?? O Boletim Econômico deseja um feliz e próspero ano novo a todos os seus leitores. Em 2021, continue conosco, e aguarde por mais novidades em nosso site!

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