Por que você precisa conhecer a Economia Keynesiana?

Você já ouviu falar na economia keynesiana? Em resumo, é uma teoria econômica que surgiu no século XX, mais especificamente na década de 1930, com o objetivo de compreender melhor a Crise de 1929.

Mas afinal, quais são suas características? Pontos negativos e positivos?

Para saber mais é só continuar com a gente. Boa leitura!

Economia Keynesiana: o que é?

A Economia Keynesiana, ou Keynesianismo, é uma teoria econômica que defende o Estado como um agente ativo contra a recessão e alta no desemprego, isto é, o Estado deve intervir sempre que necessário na economia.

O pensamento keynesiano foi criado pelo economista britânico John Maynard Keynes nas primeiras décadas do século XX com o objetivo de entender A Grande Depressão, também conhecida como Crise de 1929.  Em 1936 publicou seu livro “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”.

Após essa grave crise mundial, Keynes é um dos primeiros economistas a perceber que o livre mercado não conseguiria resolver aquele problema.

O Estado deveria então ter um papel mais ativo, isto é, realizar investimentos com o objetivo de reduzir o desemprego, facilitar o crédito aos cidadãos e diminuir os juros.

Tal pensamento gerou uma oposição ao Liberalismo, ideia que defende um Estado o menor possível.

Além disso, Keynes também defendia o Estado de Bem-estar Social, onde o Estado deve oferecer benefícios aos trabalhadores, como seguro de saúde, seguro-desemprego, salário mínimo, férias remuneradas, dentre outros. Em resumo, o Estado tem dever de oferecer aos cidadãos uma vida digna.

John Keynes nunca foi socialista, apesar de ser contra o sistema liberal. Apenas defendia a participação do Estado na economia e não a estatização.

A economia keynesiana tem o foco na economia no curto prazo. Vendo ao longo prazo, essa teoria apresenta algumas falhas.

Veremos abaixo os prós e os contras.

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Economia Keynesiana

Prós

Quando usada para remediar crises, a economia keynesiana dá conta do recado.

Bons resultados foram alcançados após a Grande Depressão, através do New Deal, por exemplo. Além disso, países devastados aplicaram esse modelo econômico para reerguer sua economia após a Segunda Grande Guerra.

Normalmente, o resultado é o estabelecimento de empresas estatais, regulamentação do mercado e direitos trabalhistas. Além, é claro, de investimento em setores básicos da indústria e políticas de criação de emprego.

Contras

Ao longo prazo, essa teoria deixa a desejar.

Uma das maiores críticas ao Keynesianismo era sobre o aumento da dívida pública dos países devido ao financiamento de suas obras.

Além da dívida pública, a intervenção do governo na tentativa de diminuir o desemprego faz com que os preços subam, ou seja, ocorre um aumento de inflação e a redução do poder de compra dos trabalhadores.

Dessa forma, isso aumenta as desigualdades sociais e o desemprego. Ironicamente, era o que a economia keynesiana tinha o objetivo de combater.

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Fim da economia keynesiana

Na década de 1970, essa teoria começou a perder espaço devido aos pontos negativos citados acima. Para ocupar seu lugar, surgiu uma nova teoria: o neoliberalismo.

Essa nova teoria tinha como proposta a abertura do comércio internacional e o forte movimento de privatização de estatais. Estados Unidos, Chile e Reino Unido foram os primeiros países a adotarem o neoliberalismo.

Na crise de 2008, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama fez investimentos de centenas de milhões de dólares no mercado, para que o país sobrevivesse à crise, recorrendo novamente aos princípios keynesianos.

Em resumo, o BE é uma iniciativa de estudantes para estudantes. Por isso, se gostou do post, compartilhe com seus amigos e com seus familiares para que dessa forma possamos atingir mais pessoas.

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