Quais os melhores Estados para empreender no Brasil?

No último dia 15 de junho de 2021 o Banco mundial apresentou o ranking dos melhores estados para empreender no Brasil.

Contudo, se você vem lendo nossa série sobre as economias dos estados do Brasil, talvez o ranking não traga grandes surpresas. Mas ainda assim existem bons dados para analisar.

Se caso você ainda não tenha visto (e seria muito bom que já tenha ?), basta clicar nos botões abaixo:

Agora, vamos entender essa lista.

Doing Business?

Em primeiro lugar vamos entender a origem do ranking. O Banco Mundial criou o projeto Doing Business, com o objetivo de examinar as pequenas e médias empresas, avaliando as regulamentações aplicadas a elas em seu ciclo de vida.

Assim, por meio desse estudo podemos medir o impacto dessas leis e alíquotas sobre as empresas ao redor do mundo, e inclusive compará-las entre si.

brasil

Assim,Doing Business também contribui como forma de estímulo a competitividade entre os países na busca pelas melhores leis e tributos, as quais deve ser cada vez mais eficientes.

Nesse sentido, o Doing Business também fornece métricas de referências, e essas métricas são do interesse de acadêmicos, jornalistas e governos.

Brasil no índice

Em termos de Brasil, ainda estamos bem atrás quando comparamos o nosso ambiente de negócios com o resto do mundo.

Aliás conforme o Doing Business 2021, o Brasil está na posição 124 dentre 191 países, no ranking.

Porém, apesar desse número mostrar uma evolução de 14 posições em relação em 2020, o Brasil já ocupou o 109º lugar no ano de 2018.

Brasil no índice

Nesse sentido, o Boletim Econômico já abordou algumas das iniciativas que impulsionam essa evolução do Brasil no ranking, você pode conferir clicando no botão:

Ranking 2021

O projeto Doing Business Subnacional Brasil constrói relatórios, analisando em detalhes a regulamentação das empresas e as reformas nas cidades e regiões do Brasil.

Contudo, lembremos que o Banco Mundial utilizou dados até 1º de setembro de 2020 para elaborar o ranking. E que foram objeto de análise apenas as capitais dos estados brasileiros.

Do mesmo modo, as cidades podem ter suas leis e alíquotas comparadas com as de outras capitais do país, bem como de outras 190 economias no mundo.

Assim, foram levados em conta cinco aspectos essenciais ao empreendedorismo:

  • abertura de empresas;
  • obtenção de alvará de construção;
  • registro de propriedades;
  • pagamento de impostos;
  • execução de contrato.
brasil
Ranking apresentando em 15/06/2021

Os relatórios trazem dados que classificam os Estados e indicam reformas para melhorar os índices em cada uma das áreas.

Da mesma forma eles também medem o número de processos, os custos e o tempo para uma empresa iniciar a sua operação no país.

Top 5 melhores do Brasil

De acordo com o Banco Mundial, entre os estados do Brasil, os problemas pesam da mesma forma que o país em relação ao resto do mundo.

Em 2005, o Banco Mundial realizou um estudo no Brasil que mediu 12 estados, mas de lá pra cá a métrica e as áreas de análise evoluíram e mudaram.

Dessa forma, essa é a primeira vez que o estudo compara todos os estados brasileiros e o Distrito Federal e, dentre eles, os cinco onde é mais fácil empreender são:

  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Roraima
  • Paraná
  • Rio de Janeiro

Concluões

Em síntese, podemos observar que em números gerais nos 5 critérios avaliados, São Paulo, Minas Gerais e Roraima figuram como os melhores estados para abrir e manter uma empresa.

Ou seja, as empresas operam de forma mais rápida, simples e barata nesses Estados do que no resto do Brasil.

Do mesmo modo, vemos outras relações como em Minas Gerais, onde é possível abrir uma empresa em menos de 10 dias, enquanto que no Distrito Federal o prazo médio é de quase 25.

Ainda mais, o Espírito Santo, líder no critério facilidade de pagar impostos, ficou em entre os últimos lugares no ranking geral por seus números aquém dos outros Estados nos demais quesitos.

Além disso:

  • é mais fácil abrir uma empresa no Pará;
  • obter alvarás de construção em Roraima;
  • registrar uma transferência imobiliária em São Paulo;
  • pagar impostos no Espírito Santo;
  • resolver uma disputa comercial em Sergipe.

Contudo, segundo a análise mesmo os Estados líderes em determinados critérios, ainda estariam abaixo da média de países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além disso o Brasil estaria melhor ranqueado se caso as boas práticas observadas em regiões dispersas fossem aplicadas em todo país.

Dessa forma, cresce a demanda por aplicação de ações que busquem atuar sob esses indicadores, como a sincronia entre as agências federais, estaduais e municipais.

Enfim, o que achou da nossa análise? Deixa aí nos comentários e até a próxima!

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