5 curiosidades sobre a economia das Olimpíadas do Japão

O Japão, terceira maior economia do mundo, foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2020. No entanto, com a pandemia de Covid-19 e os danos causados em todo o mundo, o COI (Comitê Olímpico Internacional) precisou adiar o evento.

Desse modo, as Olimpíadas de Tóquio 2020 começam amanhã, dia 23 de julho de 2021. Mas você sabe quais os principais números da economia do evento? Ainda mais, sabe como ele afetará a economia japonesa?

No texto de hoje, te contamos isso! Continue lendo:

1- Quais eram as expectativas para as Olimpíadas? 

Antes de mais nada, precisamos falar sobre as expectativas para as Olimpíadas do Japão Antes do evento acontecer, o país já estava em chamas pela pandemia, que afetou duramente o país

Sendo assim, a terceira maior economia do mundo também sofreu as pressões da Covid-19. Por isso, não é surpresa que o evento tenha pouco apoio da população.

japão

Em uma pesquisa geral, 83% dos japoneses acham que o evento não deveria acontecer. Isso, pois os jogos podem trazer novas cepas do vírus para o país.

Desse modo, as primeiras expectativas para os jogos eram de que, em condições normais, eles arrecadassem cerca de 1,81 bilhão de ienes (86,3 bilhões de reais) em lucro, conforme o economista-chefe do Nomura Research Institute. Ainda mais, esse valor deveria incluir o lucro direto (vindo dos Jogos) e o indireto (desencadeado pelo lucro direto).

2- Falta de turistas?

Por outro lado, com os impactos da Covid-19, o lucro deve ser reduzido em quase 10%. Dessa forma, enquanto o Japão perde dinheiro com a falta de público, eles evitam gastos com as delegações reduzidas, que devem trazer menos acompanhantes para os atletas.

Em muitos casos, por exemplo, os atletas viajarão sem esposas, maridos, filhos e amigos no geral.

Ainda mais, o setor mais afetado pelo adiantamento e pela pandemia deve ser o de turismo, que já está em crise há quase um ano. O motivo da dificuldade vem de um conflito entre o Japão e a Coreia do Sul que vive há mais de meio século, quando o Japão tentou colonizar a Coreia durante a Segunda Guerra Mundial de forma violenta e extrema.

Dessa forma, as feridas daquele momento, nunca curadas, voltaram às chamas nos últimos anos. Por este motivo, o Japão e a Coreia têm criado barreiras comerciais, econômicas e turísticas. O governo sul-coreano incentiva seu povo a não visitar o Japão, e vice-versa.

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Antes, os turistas sul-coreanos costumavam ser o segundo maior grupo a visitar o Japão, ficando atrás apenas dos chineses. Por isso, com as restrições da pandemia e dos conflitos diplomáticos, o Japão deverá perder metade dos seus visitantes (e sim, esse número vem apenas da Coreia do Sul e da China).

3- Olimpíadas do Japão perde patrocinadores

Um terceiro fato curioso é o da perda de patrocínio dos jogos. Graças à alta rejeição que o evento enfrenta no Japão (já que 83% da população não aprova sua realização), os patrocinadores oficiais dos Jogos de Tóquio acharam melhor não vincular suas marcas à ocasião.

Ainda mais, o motivo parece ser bem óbvio em questões de marketing. Além da rejeição, o futuro pode trazer problemas para as marcas. 

Desse modo, algumas delas afirmam que, se os jogos trouxerem um aumento de casos de Covid-19 no Japão, bem como óbitos, o nome das marcas deve ficar vinculado à tragédia, o que seria horrível para os negócios.

A Toyota, marca de carros e principal patrocinadora do evento, cancelou toda a publicidade que envolvia os Jogos. Comerciais de TV, outdoors, telões em estádios, banners em quadras… Tudo foi retirado. Da mesma forma, a Panasonic, grande rede de eletrônicos no Japão, cancelou sua participação nos Jogos.

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Ainda mais, outras marcas, como NTT, NEC e Fujitsu, todas gigantes de tecnologia no Japão, também recuaram.

4- Os números das Olimpíadas do Japão

Os Jogos de Tóquio foram anunciados no país asiático como “Os Jogos da Recuperação” da última década. Sendo assim, os números deveriam ser positivos. Além disso, o Primeiro-Ministro japonês, Yoshihide Suga, contava com eles para melhorar sua popularidade.

Yoshihide Suga, que herdou em 2020 um Japão com economia danificada e pouca confiança do povo, tinha, então, uma grande missão à sua frente.

No entanto, os números não são positivos. Desse modo, os gastos com os Jogos foram de US $15,4 bilhões, incluindo também cerca de US $2 bilhões, direcionados apenas aos cuidados com a pandemia (máscaras, produtos de higiene, etc).

Dessa forma, os retornos, que deveriam ser em cerca de 18 bilhões de dólares, caíram para cerca de 15 bilhões de dólares. Esse valor não cobre os gastos e, ainda, deve dar prejuízo de US $400 milhões ao governo japonês.

Japão

Você pode conferir mais dados aqui.

5- Como isso afetou o Japão até agora?

Os danos na economia são visíveis. Ainda mais, se os números em dinheiro ainda não falam por si, talvez os números políticos falem, e muito.

Durante o primeiro semestre de 2021, o PIB japonês teve retração de 1,3%, o que é muito negativo para o país, já em situação difícil. Desse modo, nem as obras públicas e a geração de empregos dos Jogos de Tóquio conseguiram melhorar esse primeiro momento.

Ainda mais, ao forçar os Jogos Olímpicos, o premiê do Japão, Yoshihide Suga, perdeu pontos com a população. Desse modo, sua popularidade está em baixa, e o político corre risco de não continuar no cargo.

E você, o que acha dos Jogos de Tóquio? Deixe sua opinião abaixo!

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