O que é o Índice de Gini e como ele é calculado?

O Índice de Gini, também conhecido como Coeficiente de Gini, é uma ferramenta muito famosa na economia. Desse modo, desde 1912 pesquisadores utilizam o índice.

Mas você sabe o que ele é e para que serve? No texto de hoje, o BE te conta exatamente isso!

Como foi criado o índice de Gini?

Antes de mais nada, precisamos entender como os economistas descobriram a ferramenta.

Em 1912, o matemático italiano Conrado Gini criou o cálculo. Seu principal intuito era quantificar a desigualdade. Ou seja, com o índice, o matemático esperava criar um cálculo que permitisse aos economistas entenderem a desigualdade.

Corrado Gini – Wikipédia, a enciclopédia livre
Conrado GIni

Desse modo, o índice procura medir a concentração de renda na sociedade e ditar se os países são desiguais ou não.

COmo funciona o Índice DE GINI?

Primeiramente, o índice funciona como uma régua de desigualdade. Desse modo, seu cálculo nos informa se a concentração de renda de um país é muito pontual – ou seja, muito focada em poucas pessoas -, ou se as riquezas daquele país estão bem distribuídas.

Sendo assim, quanto mais distribuídas as riquezas, menos desigual o país é.

Mas como calculamos isso na prática?

Antes de mais nada, o Índice de Gini é uma relação entre a proporção da população do país e a proporção de acumulação de renda. Sendo assim, a variação na renda e a variação na população são as variáveis necessárias para o cálculo.

Desse modo, o gráfico do Índice é o seguinte:

Representação do gráfico do índice de Gini

Sendo assim, a reta total de desigualdade leva em consideração a distribuição de renda perfeita. Por estar na diagonal, ela pressupõe que a quantidade de renda é distribuída igualmente para a quantidade de população.

Basicamente, pense num gráfico. Se você traçar os eixos X e Y e destacar os pontos 1-1, 2-2, 3-3 e por assim vai, ao fim você poderá traçar uma reta diagonal perfeita. Desse modo, Conrado Gini estipulou que para cada 1 unidade de renda = 1 unidade de população.

Com isso, a Curva de Lorenz é o que dirá onde um país se localiza no gráfico. O que vai determinar a curva de cada país é o cálculo de seu índice.

Dessa forma, o resultado do cálculo pode ir de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desigual e mais longe a Curva de Lorenz ficará da reta.

Por fim, o Índice de Gini será, então, essa pequena “barriga” entre a curva e a reta, e quanto maior ela for, mais desigual é o país. Na imagem abaixo ele está em azul.

O coeficiente de Gini – hacking analytics

Legal, né? É por meio desse cálculo que são definidas as listas anuais de quais países são mais ou menos desiguais. Com isso, é possível analisar quais países são menos desiguais e, a partir disso, listar quais políticas econômicas eles realizaram.

Ainda mais, por meio dessa pesquisa, os economistas conseguem entender o quais atitudes são benéficas para o país.

Quais os países mais e menos desiguais do mundo?

Agora que já falamos tanto do índice, vamos falar dos resultados dele. Todos os anos é feito um levantamento dentre todos os países do mundo. Sendo assim 2020 os resultados foram os seguintes:

10 países com maior desigualdade

  1. África do Sul
  2. Namíbia
  3. Zâmbia
  4. República Centro-Africana
  5. Lesoto
  6. Moçambique
  7. Brasil
  8. Botsuana
  9. Suazilândia
  10. Santa Lúcia

10 países com menoR desigualdade

  1. Ucrânia
  2. Eslovênia
  3. Bielorrússia
  4. República Checa
  5. Moldávia
  6. República Eslovaca
  7. Azerbaijão
  8. Finlândia
  9. Quirguistão
  10. Cazaquistão

Fonte dos dados: Index Mundi

E aí, entendeu como funciona o Índice de Gini? Deixe sua opinião sobre os 10 melhores e piores países de acordo com o coeficiente nos comentários!

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