Tudo sobre os Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2021

Logo após a realização das Olimpíadas – neste ano, Tóquio 2020 – dá-se início às expectativas para as Paraolimpíadas. Nesse sentido, ainda com o espírito esportivo no ar, as competições se iniciam.

O Boletim já possui um texto com 5 curiosidades sobre os Jogos no Japão. Caso tenha interesse, você pode ler mais sobre isso:

Dessa forma, hoje vamos contar a história dos Jogos Paraolímpicos, a evolução do evento, os marcos desta edição, assim como a participação do Brasil.

Está acompanhando os jogos paraolímpicos e ficou curioso? Então vem comigo nesta leitura!

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A criação das Paraolimpíadas

Não é novidade para nós o preço (e a dor) de uma guerra. Os custos para atingir os objetivos dos Estados, ao final, são caros demais. Desse modo, após a 2ª Guerra Mundial, ao voltarem para casa, os veteranos tiveram que aprender a lidar com as lesões sofridas em batalha.

Nesse sentido, Ludwing Guttman, um neurocirurgião alemão que vivia no Reino Unido, ao tratar de seus pacientes e buscar ajudá-los com suas deficiências, encontrou no esporte uma possibilidade de reabilitação.

Sendo assim, em 1948, Guttman organizou uma competição esportiva para cerca de 17 pessoas com deficiência. A primeira modalidade apresentada foi o tiro com arco.

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Como resultado, além do aumento na expectativa de vida destes cidadãos, foi o encontro de um motivo para se dedicar e a procura por uma evolução a fim de obter um alto rendimento.

Contudo, o que não se esperava era a repercussão desses jogos. A partir daí, em 1960, na cidade de Roma, ocorreram as primeiras Paraolimpíadas, as quais contaram com 400 atletas de 23 delegações.

Como consequência de todo o sucesso, os Jogos cresceram muito. Para se ter uma ideia, nos Jogos Rio, em 2016, foram mais de 4 mil atletas, de 176 países diferentes, competindo.

Ainda mais, um ano decisivo para a história das Paraolimpíadas é o de 1988, pois os Jogos em Seul tiveram:

  1. Ambos os eventos no mesmo local e;
  2. A criação do Comitê Paralímpico Internacional.

Tóquio 2020

Tóquio 2020 veio para fazer história! O evento já quebrou vários recordes dos Jogos.

Paralimpíadas 2020: Como e onde assistir os Jogos Paralímpicos de Tóquio

Em primeiro lugar, conta com um número recorde de atletas: 4403. Dessa forma, ultrapassa o Rio 2016, que teve 4328 competidores.

Nesse sentido, o Japão, país anfitrião, apresenta a maior delegação deste ano, com 254 atletas. Fato é que este número é quase o dobro de seu contingente para o Rio 2016, de 123.

Assim, logo após o Japão em número de atletas, temos:

  • China, com 248;
  • Comitê Paraolímpico Russo, com 243;
  • Estados Unidos da América, com 235 e;
  • Brasil, com 234.

Em segundo lugar, essa edição tem a maior participação feminina da história. São 1853 atletas mulheres, um aumento de 10,9% em comparação às Paraolimpíadas de 2016, que teve 1671 mulheres.

Hoje, as Paraolimpíadas contam com 22 esportes, sendo 23 disciplinas – o ciclismo se divide em trilha e rota. Dessa forma, destacam-se:

  • Atletismo;
  • Basquete em cadeira de rodas – CR;
  • Bocha;
  • Ciclismo;
  • Futebol de 5;
  • Natação e;
  • Vôlei sentado.

O Brasil nos Jogos Paraolímpicos

O Brasil participou dos Jogos Paraolímpicos pela primeira vez em 1976, na Alemanha. Nesse contexto, o país contou com 20 atletas homens, contudo, não alcançou o pódio.

Dessa forma, nos Jogos seguintes, ocorridos no Canadá, o Brasil contou com duas estreias. Nesse sentido, a primeira ocorreu com o pódio e, a segunda, com a 1ª atleta mulher a participar.

Além disso, nas Paraolimpíadas de Atenas, em 2004, o BR conquistou, até então, o recorde de 16 medalhas de ouro. Logo ficou classificado como 14º país no ranking geral.

Contudo, foi nos Jogos de Pequim que os atletas paraolímpicos brasileiros obtiveram destaque. Por conseguinte, o país ficou entre os 10 melhores países no ranking de medalhas.

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Ainda mais, após os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres, em 2012, o país lançou o “Plano Brasil Medalhas”. O objetivo, visto que os jogos seriam no Brasil, era preparar os atletas e paratletas para o Rio 2016.

Dessa maneira, o capital investido foi de R$ 1 bilhão a mais do valor já destinado para o Ministério do Esporte, seguindo para as áreas de:

  • Programas de apoio aos atletas e;
  • Construção, reforma e equipagem dos centros de treino.

Com isso, a intenção do Brasil era encerrar as Paraolimpíadas Rio 2016 entre os 5 países com mais medalhas. No entanto, os paratletas chegaram próximo à meta, ocupando o 8º lugar.

Quadro de Medalhas

Por fim, para Tóquio 2020, acredita-se também no protagonismo dos brasileiros. Neste momento, o Brasil ocupa a sétima posição, com um total de 53 medalhas. Sendo elas:

  • Ouro – 18;
  • Prata – 13 e;
  • Bronze – 22.

As modalidades que recebem mais destaque são:

  1. Atletismo: 3º lugar, sendo 8 ouros, 5 pratas e 6 bronzes;
  2. Natação: 8º lugar, sendo 8 ouros, 5 pratas e 9 bronzes.

Alguns destaques paraesportivos do país são nomes como: Clodoaldo Silva e Daniel Dias – natação; Lucas Prado, Ádria Santos e Terezinha Guilhermina – corrida.

Tóqui 2020 - Paralimpíadas - quadro de medalhas

Desse modo, os Jogos iniciados em 24 de agosto estão próximos do fim: 5 de setembro. Ao todo, serão 539 medalhas conquistadas pelos paratletas.

Assim, é com o sucesso do BR nos Jogos Tóquio 2020 que chegamos ao fim do nosso papo acerca das Paraolimpíadas.

E aí, já conhecia a história do evento? Além disso, está acompanhando os Jogos? Envie para seus amigos e nos deixe a sua opinião. Até a próxima!

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