5 mentiras que te contaram sobre economia

No texto de hoje, vamos abordar um pouco alguns aspectos mostrados pelo economista americano Thomas Sowell em seu livro Fatos e falácias da Economia.

Fatos e Falácias da Economia Thomas Sowell

Ao longo das nossas vidas, somos expostos a conceitos econômicos que são difundidos de forma ampla na sociedade e, devido a isso, acabam sendo aceitos como verdade factual.

Contudo, ao longo do nosso texto veremos que, a ampla divulgação e alcance político de uma falácia, não faz dela um fato verificável.

Embarque conosco e abra sua mente para algumas novas ideias. Vamos nessa?

Thomas Sowell

Antes de mais nada, quem é Thomas Sowell? Falemos um pouco sobre autor do livro Fatos e Falácias da Economia a base do nosso artigo de hoje.

Em síntese, Sowell nasceu em 1930 no estado da Carolina do Norte nos Estados Unidos.

Durante a guerra da Coréia serviu na Marinha dos Estados Unidos e se formou em Economia em Harvard em 1958. Em 1968 concluiu seu doutorado em economia pela Universidade de Chicago.

Thomas Sowell é um dos maiores liberais da Escola de Chicago da atualidade e um filósofo político renomado.

Thomas Sowell

Dessa forma, Sowell é autor de vários títulos que tratam de temas difíceis como sistema de cotas raciais, discriminação, diferença salarial entre grupos sociais, dentre vários outros sob sua ótica liberal.

Seus livros oferecem pontos importantes sobre os aspectos que polarizam nossa cultura política.

Palavras indefinidas

“Nunca subestime a dificuldade de mudar falsas crenças através de fatos.”

Henry Rosovksy

Em primeiro lugar, Sowell busca explicar o que, para ele, seria uma falácia e tenta mostrar o que ele define como o poder das palavras indefinidas.

Para o autor as palavras indefinidas são dotadas de muito poder na política, em especial aquelas que evocam algum princípio que envolva fatores emocionais.

Assim ele mostra que, palavras como “justo”, “justiça social” ou “igualdade”, são desvantagens intelectuais, contudo são uma enorme vantagem política.

Mas, existe uma definição precisa para termos como justiça? Ou quem tem a régua que define a partir de onde nós temos igualdade?

Partindo dessa premissa, Sowell aborda as falácias mais comuns presentes na nossa sociedade. Conceitos repetidos a exaustão, e que ao longo do tempo passam a se perpetuar como fatos e influenciar decisões políticas importantes.

“As vezes, o que falta a uma falácia é uma definição.”

Thomas Sowell

“Soma Zero”

Em seu livro Sowell aborda de forma direta os mitos mais notáveis sobre economia, e inicia pelo provável mais popular deles: a falácia da “soma zero”.

Sobretudo, essa falácia trás o conceito de que, numa economia, os ganhos de alguém são decorrentes da perda de outra pessoa.

Esse raciocínio tem peso suficiente em nossa sociedade para que políticos, acadêmicos e formadores de opinião critiquem a ideia da geração de riquezas.

Dessa forma, políticas voltadas ao confisco dessas riquezas se tornam alvos da justiça social, na mão de políticos que as usam como ferramenta de realocação de recursos.

Para Sowel, a falácia da “soma zero” talvez seja uma das mais nocivas dentre as falácias econômicas.

Isso se dá pois ela permeia o senso comum da sociedade moderna e seus efeitos impactam de forma direta todas as camadas da sociedade atual e seus grupos.

Falácia da Soma Zero

Falácia da composição

Antes de mais nada , vale ressaltar que para Sowell, falácias nem sempre vão se tratar de ideias malucas.

Dessa forma, outra das falácias com alto impacto sob as políticas públicas e efeitos sob a sociedade é a falácia da composição.

Assim como a falácia da soma zero, a falácia da composição induz governos a dar suporte a grupos chave da sociedade sem avaliar os efeitos para o resto da economia.  

Para Sowell, são dedicados esforços acadêmicos demais para lamentar as dificuldades de ascensão social para pobres e negros sob o argumento da discriminação racial.

Contudo ele aponta um fato relevante ao utilizar o exemplo dos vários imigrantes asiáticos das camadas mais pobres da sociedade.

Para ele, estes não só conseguem ascender, mesmo sendo de uma cultura distinta, como o fazem sem depender de políticas de ação afirmativa.

Assim, para estes imigrantes, chegar a um novo país sem dinheiro, sem o domínio básico do idioma e sem nenhuma afinidade cultural, não são empecilhos para que trabalhem em muitos casos, em mais de um emprego.

Para Sowell, os discursos morais feitos por genuínos líderes negros, agora passam por uma profunda desvalorização sob uma geração de intelectuais, sociólogos e ‘líderes’ raciais que tratam negros como seres incapazes de prosperar.

Clássico argumento da Rochelle em “Todo mundo odeia o Chris”.

Controle de preços

Sobretudo fazendo uso de exemplos no mercado imobiliário, Sowell mostra que a intervenção do estado sob os preços é um grande malefício ao contrário do que percebemos.

Em diversos casos observados nas grandes metrópoles pelo mundo, o efeito causado pelo controle de preços do aluguel se reverteu num profundo problema dentro das cidades.

Assim, a imposição de um teto máximo de preços sobre os alugueis, ou regulações muito específicas sobre as construções imobiliárias, desestimulam o investimento no setor.

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O que se observa no médio e longo preço é uma escassez de opções de imóveis, o que leva a um aumento sob os alugueis ao atender natural da lei da oferta e demanda.

Dessa forma, com a redução na oferta eleva os preços, e como resultados famílias se amontoam em cubículos nos grandes centros para com isso dividir os altos custos de aluguel.

O Boletim já falou um pouco sobre controle de preços e seus impactos, se quiser, dá uma conferida:

Diferenças de salários entre sexos

Por fim, Thomas Sowell também aborda as falácias ligadas as diferenças entre os salários pagos a homens e mulheres.

Primeiramente Sowell monta seu argumento baseado analisando os salários pagos a mulheres ao longo de todos os períodos de suas vidas.

Assim, ele mostra que ao longo de sua vida, as mulheres que continuam sua formação acadêmica, atingem salários até superiores a homens em altos cargos.

Porém existem um recorte dentro do ciclo profissional das mulheres no qual elas precisam se dedicar a maternidade, isso implica em um atraso nesse processo de capacitação.

Ou seja, estudos apontam que mulheres com vidas profissionais fora desse período amostral e em funções executivas e estratégicas costumam ser melhor remuneradas que homens.

Segundo Thomas Sowell, o recorte temporal modelado como falácia contribui para o desestímulo as mulheres retornarem aos processo de capacitação e ao mercado de trabalho, o que contribui para a extensão dessa faixa de licenciamento das mulheres.

Então? Controverso?

Talvez, mas sem dúvidas Thomas Sowell trás a discussão o risco que as falácias da economia podem provocar sob uma sociedade e suas políticas sociais.

Qual sua opinião? Coloca aí nos comentários e até a próxima!

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