O que é permacultura?

Você sabe o que é a permacultura? Já ouviu falar sobre, ou te remete a alguma coisa?

Neste artigo, irei te explicar tudo sobre essa ampla gama de conhecimentos, que vai além do que sabemos sobre a agricultura.

Se quiser se aprofundar no tema, continua aqui comigo. Vamos lá!

O que é essa tal de permacultura?

A permacultura consiste no planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis. Então, dessa forma, ela une práticas ancestrais aos novos conhecimentos modernos das áreas.

Você deve estar se perguntando: de onde veio essa expressão? A sua origem vem do inglês “Permanent Agriculture”, e foi criada por Bill Mollison e David Holmgren na década de 70 do século passado.

Ao longo dos anos, ela passou a ser entendida como “Cultura Permanente”. Isso porque ela passou a abranger uma grande amplitude de conhecimentos vindos de diversas áreas científicas, que vão muito além da agricultura.

Nos dias atuais, entendemos a permacultura a partir da compreensão da ecologia. Mas não só isso: a leitura da paisagem, o reconhecimento de padrões naturais, o uso de energias e o bem manejar os recursos naturais são aspectos centrais.

Tudo isso com o intuito, assim, de planejar e criar ambientes humanos sustentáveis e produtivos, em equilíbrio e harmonia com a natureza.

Quais são as éticas da permacultura?

Nos dias de hoje, definimos a permacultura como uma ciência holística e de caráter socioambiental. Esse alcance mais amplo é de se esperar, já que ela contempla tanto o saber científico como o tradicional e popular. E visa, é claro, a nossa permanência como espécie na Terra.

Essa forma de pensamento possui três éticas e alguns princípios de planejamento. E eles são todos baseados na observação da ecologia.

Sendo assim, estudam a relação da forma sustentável de interação, produção e de vida das populações tradicionais com a natureza. Sempre trabalhando a favor dela, e nunca contra.

Então, dentro disso, as éticas centrais dessa lógica são:

  1. Cuidar da terra;
  2. Cuidar das pessoas;
  3. E cuidar do futuro

É possível aplicá-la no meio urbano?

Em primeiro lugar, vamos voltar um pouco na história e entender como surgiu essa relação do Brasil com a sustentabilidade?

Bom, isso já começa na Revolução Verde, iniciada na década de 1950. Ela surge incentivando o uso de sementes de alto rendimento, fertilizantes, pesticidas, irrigação e mecanização. E são todos fatores que ajudam a aumentar a produção da terra.

No Brasil, nessa nova era da agricultura e busca de desenvolvimento dos países subdesenvolvidos, ela promete a modernização do campo. Então, ideais como a erradicação da fome, de aumento da produção, e desenvolvimento aos países subdesenvolvidos, ganham mais força.

Por outro lado, em contrapartida à Revolução Verde, a permacultura traz outra visão. Ela surge para demonstrar que a fome mundial poderia ser resolvida com técnicas e medidas naturais, ao invés de alterações genéticas.

Portanto, nos dias de hoje, o termo é associado ao “cultivo permanente das condições da vida”. E tudo isso sempre levando em conta a preservação do meio ambiente.

Sendo assim, a permacultura busca criar sistemas funcionais de produção que supram as necessidades humanas. Então, para isso, ela faz a integração harmoniosa dos habitantes, das demandas, dos recursos e do próprio local de aplicação.

E como fazer isso?

Diante disso, temos os centros urbanos. Sabemos que eles são extremamente populosos. E por isso, é preciso caminhar para um estilo de vida mais sustentável.

Por consequência, nesse viés, a permacultura ganha aplicação. Ela traz, então, ferramentas para tornar possível que junte a multifuncionalidade e relação da natureza, para que seja possível remodelar os padrões de vida humana.

Assim, dentro desse contexto, existem muitas soluções urbanas com base no princípio da permacultura.

Sendo assim, o que une todas elas é a intenção de estimular empreendimentos e políticas que trazem boas práticas sociais e ambientais através do consumo consciente.

Dessa forma, podemos citar atividades com auxílio mútuo, sistema viável interligado com habitação e infraestrutura. Elas buscam reaproveitar os resíduos para agricultura e indústria, e outras aplicações.

Exemplos práticos aplicáveis nos centros urbanos

Antes de mais nada, muito se fala sobre a sustentabilidade dentro de grandes centros urbanos. Sabemos que essas práticas não são fáceis, mas podemos ilustrar algumas aqui.

  • Construir espaços verdes que forneçam e produzam alimentos em pequenas áreas urbanas.
  • Incentivar a instalação de sistemas de coleta de água da chuva em todas as construções;
  • Reaproveitar metano produzido em aterros sanitários para gerar biogás;
  • Incentivar iniciativas de catadores e cooperativas de recicláveis;
  • Destinar os resíduos orgânicos para o processo da compostagem;
  • Reutilizar óleo para produção de sabão, e destiná-lo de forma adequada.

E então? Você acha que alguma dessas práticas pode começar a ser estudada e aplicada nas cidades do Brasil?

Qual é a base científica dessa prática?

São várias técnicas utilizadas na permacultura, e elas incluem, por exemplo, a agroecologia. Ciência esta que fornece os princípios para o desenvolvimento de sistemas agrícolas que sejam produtivos, e ao mesmo tempo preservadores dos recursos naturais.

Há também a bioconstrução, que consiste em construir edificações sustentáveis e menos agressivas ao meio ambiente. O manejo das águas, como o uso da água da chuva e a utilização de energias alternativas, como as fontes renováveis e limpas, também são estudadas.

Porém, a difusão da permacultura no meio acadêmico ainda é baixa, assim como o seu apoio pelo poder público e pelo setor empresarial.

Mas há vários grupos de pessoas, os permacultores, ministrando cursos, difundindo e aplicando esses princípios em vários países, e contribuindo para um futuro mais sustentável.

No Brasil, o movimento teve início por volta dos anos 90. Nos dias de hoje, já existem vários institutos, comunidades e casas de permacultura no país, como por exemplo no Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás.

E aí? O que achou de saber sobre esse novo tipo de cultura sustentável? Comenta aqui em baixo para discutirmos sobre.

Até o próximo artigo!

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