Custo Oportunidade e Trade-Off, entenda a diferença:

Primeiramente, quando me pediram para escrever esse texto, senti um leve desespero. Abri o aplicativo das pautas decididas para os redatores: “Trade-Off“, “Custo Oportunidade”, a diferença. Fiquei parada olhando a tela por alguns minutos e inicialmente, não possuía total domínio em relação ao tema.

Por isso, antes de escrever esse texto, precisei de alguns elementos: muita leitura, algumas pausas para lidar com a saída da zona de conforto. Por fim, ainda mais leitura. Em suma, caro leitor, a produção diante dos vossos olhos é sobre “Custo Oportunidade” e “Trade-Off”. São termos que se cruzam, como um nó difícil de desapertar em nossos cadarços dos tênis.

Custo Oportunidade e Trade-Off, entenda a diferença:
Acesso em: 26 ago. 2021.

ALGUNS AVISOS SOBRE O PROCESSO DE ESCRITA

Em síntese, ao realizar as pesquisas para escrever esse texto, pude analisar produções de pesquisadores. Além disso, observei vários trabalhos pobres e resumidos em excesso na internet. Tentando caminhar nessa corda bamba, evitando o linguajar difícil, mas sem perder de vista o conteúdo, simbora! Vamos juntos caminhar nessa corda bamba!

Economia em 10 Lições” é um livro de Fernando Nogueira da Costa. O pesquisador formou-se em Economia na UFMG. Além disso, possui mestrado e doutorado em Ciência Econômica pela UNICAMP. Ao final dessa “jornada” toda, advinha onde ele passou a dar aula? Isso mesmo, na UNICAMP! Esse livro que utilizei também é publicado pelo Instituto de Economia de lá!

DEFININDO “TRADE-OFF” E “CUSTO OPORTUNIDADE”

Economia em 10 Lições” tem a proposta de ser didático! Como alguns sabem, sou historiadora em formação, logo, passei alguns apertos nesse caminho! Mas vamos lá! Segundo o autor, Trade-off é justamente uma escolha que precisamos fazer!

Dessa forma, vamos supor que você possui uma empresa! A matéria-prima que você usa para produzir o seu produto, aumentou de preço! E agora? Você precisará fazer algumas escolhas! Você poderia aumentar o preço para o consumidor. Outra opção é reduzir o salário dos empregados. No entanto, escolher a opção “A” ou “B”, pode trazer benefícios e riscos!

Francine, não ficou muito claro!

Okay, bora de outro exemplo! Se você escolheu ler esse texto aqui, ao invés de jogar videogame, você tomou uma decisão! Por um lado, ao ler essa matéria, você talvez ganhe habilidades para tomar decisões de forma mais racional! Por outro lado, estará perdendo tempo de lazer!

Como diz uma grande historiadora amiga minha, as escolhas são uma constância na vida. Sejam elas de ordem amorosa, acadêmica, econômica, ou de qualquer origem! O rolê é: é possível calcular sobre essas decisões! Assim, se na nossa vida tomamos decisões e nem sempre raciocinamos muito sobre isso, na economia, pode ser um pouco diferente. Tenho certeza que às vezes você acorda e sequer pensa se vai primeiro ao banheiro ou coloca o café para fazer! Em alguns momentos, é automático!

“TRADE-OFF” E “CUSTO OPORTUNIDADE” NA ECONOMIA

Mas na economia, não podemos simplesmente agir. Ter um negócio ou definir alguma política econômica significa pensar nos “prós” e “contras”, o que cada opção oferece a curto, médio e longo prazo. É preciso tentar mapear tudo aquilo que pode fazer um investimento “desandar”! Em relação a uma política econômica, significa pensar quais são as prioridades de um determinado governo inserido em um “Tempo” e “Espaço”. Para entender melhor esses conceitos, consultar o historiador José D’ Assunção Barros.

Um exemplo quanto à isso na política e economia, é a decisão pela redução dos impostos nos games, ou dar atenção maior à compra de vacinas. São escolhas, o tempo todo, às fazemos!

Para Albert Takahashi, assessor de investimentos, o que se abre mão é o “Custo Oportunidade”. Em seu vídeo no “Guia Rentável”, ele aponta que a previsibilidade que fazemos ao escolher algo, não é perfeita! Ou seja, temos uma escolha (“Trade-off“) a fazer. No entanto, podemos calcular o “Custo Oportunidade” ao escolher a opção “A” ou “B”. Entretanto, tem certas coisas que estão além do nosso alcance!

Então pensa comigo, aqueles que investem no setor de eventos, antes do contexto pandêmico, não tinham como prever o que veio a seguir! Caso eles tenham investido em estrutura dos seus espaços, certamente precisaram usar capital para isso. Acreditando que depois teriam lucro que pagasse esse investimento, lidaram, e ainda lidam, com uma “dor de cabeça”!

Custo Oportunidade e Trade-Off, entenda a diferença:
Acesso em: 27 ago. 2021.

EXEMPLOS DE “CUSTO OPORTUNIDADE E “TRADE-OFF

Caso um investidor esteja em dúvida em relação a ativos para investir, precisa pensar o que cada um oferece. Ainda de acordo com o consultor, é possível usar alguns exemplos. Um investimento de renda fixa, é mais previsível, seguro. O seu “Custo Oportunidade” é abrir mão de possíveis retornos maiores. Escolher uma opção “X”, significa perder “Y”. Por outro lado, investir em uma renda fixa variável pode trazer mais retorno, caso a tendência assim indiquei. No entanto, abre-se mão da previsibilidade, segurança e conforto.

Uma analogia que podemos fazer com a história, é o caso do Barão de Mauá, que por sua vez, ganhou muito dinheiro! No entanto, analisava os riscos de seus investimentos. Atenção, cuidado com os anacronismos. Em resumo, naquela época não estava escrita a teoria “Trade-Off“. Contudo, devido aos seus problemas pessoais com outros investidores e políticos, acabou indo a falência. Mas calma, ele se recuperou novamente. Mas esse caso mostra como nem tudo é previsível. Para entender mais sobre o Barão de Mauá,

Outro exemplo que podemos dar, com os devidos cuidados, é o de Fernando de Noronha, ou Loronha. Ele investiu, ainda no período da colonização, na extração do pau-Brasil. Ele obteve muito lucro nesse processo, mas aos poucos esse mercado foi desaparecendo! Escolher investir em algo possui seus riscos! Alguns são mais previsíveis que outros. Para entender melhor sobre o Ciclo Econômico do Pau-Brasil,

UM POUQUINHO DE TEORIA

Buscando um pouquinho de teoria, usei um artigo de estudiosos da área da Economia ligados à FURB, UFGD e UFMS. Essas Instituições de Ensino Superior nos ajudam a entender sobre a necessidade de investir em educação.

O artigo mostra a dureza das informações. Esse texto está na revista acadêmica: “Economia e Gestão“, ligado à PUC Minas. Tentarei aqui, tornar esse assunto mais “tranquilo” de se entender! Como redatora, desviei de fontes não confiáveis, mas tento aqui, facilitar a vida do leitor! Segundo os autores, Miller, Jensen e Meckling se dedicam a estudar esse assunto. Suas obras e pesquisas foram lançadas na década de 1970.

De acordo com o texto, tomar as decisões significa lidar com os vários interesses inseridos em uma empresa. Acionistas, credores, controladores e administradores podem afetar nesse “cabo de guerra”. Se uma empresa entra em endividamento ou gastos, isso mudará as oportunidades de investimento. Até o valor da empresa é afetado, como lembram os estudiosos.

Em alguns casos, certo nível de endividamento pode gerar resultados positivos. Investir em boa estrutura é necessário para o futuro! Entretanto, isso pode gerar problemas financeiros caso a decisão seja impensada. O “Trade-Off” como teoria se desenvolveu pois as empresas se questionaram sobre dívidas e recursos. Assim, elas se perguntavam sobre o custo e benefício de suas escolhas. Alguns autores possuem outras ideias em relação ao início dessa teoria.

Em resumo, precisamos ficar atentos aos riscos! Dívidas tornam mais possível a falência. Para os pesquisadores, é preciso ficar atento ao capital disponível! Ele pode ser de origem pessoal ou de terceiros.

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Acesso em: 27 ago. 2021.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Marcus Vitor é estudante de Economia na UFC. Em seu artigo para o site Mobills, diz que o “Trade-Off” é um dilema! De acordo com suas explicações, para calcular o “Custo Oportunidade” é necessário olhar algumas variantes. Qual o retorno que eu espero para um investimento? Qual o meu risco de ir a falência “nessa brincadeira”?

Caso escolha um investimento com menor chance de ir à falência, talvez eu arrisque menos e talvez lucre menos. Mas tenho mais estabilidade! Segundo a fonte, a previsibilidade pode ser afetada por coisas que “escapam da nossa visão”!

Existem alguns tipos de “Custo Oportunidade”. Dessa forma, ele pode ser “oculto”, não podendo ser perceptível. Aquele que é “aberto”, nós podemos calcular! O “Custo Oportunidade” pode ser “ambiental”. Logo, olha a economia ligada ao meio ambiente! Por fim, ele pode ser contábil, ligado aos recursos que escolhemos usar.

Em síntese, tome cuidado! “Custo Econômico” e “Custo Contábil” são coisas diferentes! Enfim, o “Custo Oportunidade” leva em conta não somente os aspectos financeiros. Dessa forma, o “Custo Econômico” leva em conta aspectos implícitos e explícitos. Já o “Custo Contábil”, só analisa o último aspecto listado.

Gostou do texto? Comenta aí como que anda a sua vida! Está conseguindo calcular o “Custo Oportunidade” diante dos dilemas e opções (“Trade-Off“) da vida? Manda o texto para os amigos que agem por impulso! “Forte abracinho”, assinado, redatora!
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