A investida chinesa contra o lucro na educação

Education in China: Competitive Beyond Compare

Você ficou sabendo da recente investida chinesa contra o lucro na educação?

E o que isso significou para o mercado internacional?

Tudo isso e um tico mais aqui:

As reformas

Nas últimas semanas o Partido Comunista Chinês (PCCh) anunciou uma série de reformas no setor da educação.

As reformas são várias e pegaram todo mundo de surpresa.

Escola estão proibidas de obterem lucro, ou seja, todas devem se tornar sem fins lucrativos.

Estão também proibidas de levantarem capital, de oferecerem ações, ou de receberem investimento estrangeiro.

Além disso, as tutorias nas férias e aulas para menores de 6 anos estão proibidas para conteúdos curriculares, efetivamente proibindo aulas nos períodos de férias.

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Conhecendo o setor da Educação

O setor da educação chinesa já era um leviatã, gerando mais de 100 bilhões de dólares entre as diversas empresas do segmento. Embora nem todas atuem exclusivamente na China continental, todas estavam no mercado de ações de Pequim.

O setor é mais composto pela população de classe média do país, que vê no reforço escolar e nos serviços de tutoria a melhor chance de continuar sua ascensão econômica e social.

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Com a expansão da classe média, o setor da educação se tornou enorme, com expectativas de superar os 130 bilhões de dólares antes de 2030.

O que diz o governo chinês

O Ministério da Educação declarou que o capital havia tomado de assalto a educação chinesa, e que isso não era aceitável. A educação é vista como um direito e um dos pilares da manutenção do sistema, o controle já era, de certa forma, esperado.

Quais as possíveis razões?

Essas novas medidas surgiram logo após uma recente investida contra empresas de tecnologia, que viam se tornando cada dia mais influentes na vida chinesa.

Grupos como o dono da Aliexpress foram especialmente atingidos.

Por isso, as mudanças parecem ser parte de uma reforma mais geral conduzida por Xi Jinping, às vésperas da reunião geral do Partido.

Apresentar resultados econômicos nessas reuniões é importante, porém para manter poder Xi Jinping deverá mostrar também resultados políticos, e controlar os gigantes da China, os colocando sob maior controle do partido, é ideal.

Além disso, essas medidas podem ser vistas como uma resposta aos anúncios recentes da queda da taxa de natalidade na China.

Se juntando a medidas como o fim da Lei do Filho Único, o controle sob o sistema de ensino visa tornar mais atrativa a ideia de ter filhos ao tornar os custos de uma educação de sucesso menores.

O novo setor da educação

Embora as escolas ainda não tenham certeza de como vão seguir, dadas as novas regras, todas disseram que irão seguir as novas regras do governo chinês e que continuariam suas atividades no território.

Além disso, o PCCh anunciou reforços para o seu próprio setor de ensino de verão, que funciona muito mais como uma colônia de férias, ensinando crianças esportes, música e outras formas de ocupação

O serviço oferecido é barato, em certa de 10 dólares por dia, e oferece até mesmo a alimentação das crianças, por isso, pais de todo o país veem com bons olhos pelo menos a alternativa oferecida pelo governo, mesmo que ressintam a escolha de acabar com o sistema de tutorias de verão.

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