Por que a conta de luz subiu tanto?

Acredito que você já reparou no aumento do preço da sua conta de luz, não é? Mas você sabe o que está por trás desse aumento?

Se quiser aprender mais e ficar por dentro de assuntos que afetam o seu dia a dia, continua aqui comigo!

O que são as bandeiras nas contas de luz?

Anúncios de aumento na conta de luz são sempre motivo de preocupação, não acha? Pesam muito no nosso bolso! Assim, para entender esse assunto com mais propriedade, vou te explicar um conceito importante: o de bandeiras tarifárias.

Em primeiro lugar, foi desde 2015 que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) resolveu adotar o sistema de bandeiras na conta de luz.

Assim, o consumidor sabe se está pagando o valor normal ou um valor a mais pela energia elétrica. Em suma, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica.

Portanto, elas são indicadoras do valor da energia, ou seja, de quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia.

Energia essa usada nas casas, nas lojas, nas empresas, e nas indústrias.

Do mesmo modo, vamos entender quais são essas bandeiras e o que elas representam na nossa conta.

Assim, quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre nenhum acréscimo.

Já a bandeira amarela significa que as condições de geração de energia não estão favoráveis, e a conta sofre, assim, acréscimo de R$ 1,874 por 100 kilowatt-hora (kWh) consumido.

A bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia naquele período. Ela é dividida em dois patamares. No primeiro, o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo, na razão de R$ 3,971 por 100 kWh. Já o segundo aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh.

Por que a conta de luz ficou mais cara?

Você deve estar se perguntando: Mesmo poupando e não alterando tanto a minha rotina, a conta de luz continua aumentando. Então, o que está por trás disso? Bora entender?

A conta de luz subiu porque, além do reajuste tarifário anual, houve uma alta adicional do valor do kWh (quilowatt-hora) nas bandeiras tarifárias.

Segundo a Aneel, o aumento se deu pelo acionamento de usinas termelétricas. Elas geram energia mais cara, mas se mostraram necessárias com a crise hídrica que atinge os reservatórios de hidrelétricas.

Assim, o reajuste foi maior na bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais alta do sistema e a que está em vigor para os consumidores no momento.

Então, desde 4 de julho, as contas de luz já trazem o reajuste de 52% do kWh, aprovado pela Aneel para ela. Assim, além do valor do consumo e de impostos e encargos, os consumidores pagam R$ 0,09492 por kWh.

Antes, o custo era de R$ 0,06243 kWh. Isso quer dizer que, em uma conta de 100 kWh, apenas a bandeira tarifária subirá R$ 3,25, passando de R$ 6,24 para R$ 9,49.

Quer aprofundar um pouco mais no assunto? Se liga neste texto!

Há chance de racionamento ou apagão?

Tendo em vista os conceitos que abordamos e os assuntos mais falados do momento, você deve estar se perguntando sobre o temido apagão. O que sabemos até o momento?

Ainda não se sabe ao certo, embora o Governo federal afirme que o setor elétrico trabalha para evitar um racionamento e negue a possibilidade de apagão.

Especialistas e estudiosos da área avaliam que uma política de racionamento como a adotada em 2001 seria pouco provável hoje. Isso porque o sistema de transmissão e a oferta de energia no país são melhores, atualmente.

Eles ressaltam, porém, que o desempenho das autoridades será decisivo para avaliar a necessidade de controlar mais o consumo ou fazer desligamentos temporários.

Então, vamos voltar um pouquinho no tempo e lembrar o que houve.

Em 2001, o Brasil passou por uma crise hídrica similar, que afetou os reservatórios das hidrelétricas e, por consequência, a oferta de energia.

Então, na época, o governo chegou a cogitar desligar temporariamente a energia de algumas regiões. Mas essa possibilidade foi descartada em razão do sucesso da política de racionamento que foi implementada.

Vamos trabalhar de acordo com o ponto de vista de dois economistas especialistas no assunto. Segundo Roberto Brandão:

O aumento da capacidade produtiva do setor elétrico nos últimos anos também afastaria, por ora, o risco de apagões e daria margem para o governo conseguir contornar a crise de abastecimento

Roberto Brandão

Porém, a visão do economista Adriano Pires é a seguinte:

Por outro lado, avalia-se que, sem a redução esperada do consumo, há risco de que sejam necessários desligamentos temporários de energia em regiões já a partir de agosto.

Adriano Pires

Conseguiu entender melhor a questão dos valores na conta de luz e o possível apagão que está sendo discutido? Comenta aqui para conversarmos! Te espero no próximo texto! 🙂

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